RELATÓRIO DA ENCLERO DIA 19 de maio de 2008.

 

 

Inicia-se no dia 19 às 08h30 com oração devocional dirigida por Revdo Rodimar Lopes, com a participação de outros clérigos.

O Bispo Jubal aproveitou a leitura de II Co 13.5: Examinai-vos a vós mesmos, se permaneceis na fé; provai-vos a vós mesmos. Ou não sabeis quanto a vós mesmos, que Jesus Cristo está em vós? Se não é que já estais reprovados para fazer uma reflexão sobre como cada um usa seu tempo no desempenho do ministério pastoral, convidando a cada clérigo presente a elaborar um quadro refletindo as atividades desempenhadas na semana anterior a esta ENCLERO, após o que, alguns tiveram a iniciativa de entregar o papel, mas o Bispo disse ao clero que não queria receber cópia de tal quadro de atividades, mas que o mesmo deveria servir para avaliação e reflexão pessoal, e, a seguir, fez breve explanação sobre a situação atual da Comunhão Anglicana, a respeito das divergências entre os Bispos conservadores e outros mais liberais. Ato contínuo, o Bispo Jubal leu carta da Câmara dos Bispos da IEAB sobre a proposta do Pacto de Santo André, onde os bispos brasileiros deixam claro que este pacto não é a melhor saída para a Comunhão Anglicana.

A seguir, os coordenadores regionais falaram sobre a experiência de concílios regionais, registrando-se as seguintes conclusões:

Região Sul: Concílio foi em estilo celebrativo, com boa participação das comunidades locais e presença de todo o clero regional; teve como foco discutir as ações pastorais regionais; e enfatizou a necessidade de oferecimento de oficinas de formação na região.

Região Centro: As discussões e encaminhamentos foram feitas com base nas orientações do Concílio Diocesano; constatou-se que ainda há um “enamoramento” de novos párocos e importantes paróquias; notou-se a ausência do clero regional, sendo que os ausentes são todos do ministério livre ou aposentados, e nenhum deles pároco.

Região Noroeste: Ressaltou-se a boa presença das comunidades e um grande interesse na formação e cursos oferecidos pelo CETESMA; a questão das finanças foi bastante discutida, entretanto, ainda com grandes dificuldades; foi revelado o desejo regional de formar obreiros para o trabalho com crianças.

Região Norte: As comunidades foram bem representadas; assumido o compromisso de elaborar um material para trabalhar os temas de Responsabilidade Cristã e UMEAB; todo o clero local estava presente; houve ampla discussão do papel das escolas e o ensino religioso.

O Bispo Jubal então explicou o funcionamento das áreas provinciais da IEAB, ressaltando que não são pequenas províncias, mas uma iniciativa de alavancar o trabalho missionário regionalmente e com menores custos.

O Bispo Jubal então abordou o problema do déficit orçamentário da DSO, elencando como principais causas as igrejas vazias e a falta de formação nas igrejas. Ao que os Revdos Luís Sírtoli e Paulo Roberto conclamaram todos a firmar um pacto entre o clero de enfatizar a conscientização do nosso povo sobre a contribuição regular. Enfatizaram de que o econômico passa pela ação pastoral nas comunidades. Proposta amplamente aceita por todos os presentes. O tesoureiro diocesano, sr. Fernando Luiz, apresentou relatório diagnóstico da DSO, ressaltando um déficit de R$ 39.000,00 (trinta e nove mil) reais, se “tudo der certo”.

O revdo Paulo Roberto sugere a promoção de oficinas regionais para trabalhar finanças, apoiado pelo revdo Flávio Oliveira que acrescenta que tais oficinas sejam feitas nas comunidades.

O Bispo Jubal relatou a experiência da Igreja do Canadá, onde as paróquias remetem 25% da arrecadação bruta à Diocese, que se encarrega então de pagar os salários e a previdência do clero. O revdo Luís Sírtoli afirmou que essa seria uma experiência interessante, mas que não funcionaria em nossa realidade, pois haveria um decréscimo de contribuições ao se levar em conta a arrecadação de nossas comunidades hoje.

Decidiu-se que nos próximos encontros regionais deverão ser abordados os temas de cotas atrasadas e efetivadas as oficinas sobre finanças, com a assessoria do secretariado diocesano. Devendo os coordenadores regionais articularem estes encontros e avisarem ao secretariado.

O Dr. João Carlos então comparou nossa diocese a uma mola que chega ao máximo de compressão que pode suportar e deve, a partir deste ponto, reagir com impulso e distender-se, se isso não acontece, a mola quebra. O revdo Paulo Duarte sugeriu que a ENCLERO discutisse então sobre o programa das reuniões regionais. O assunto foi transferido para a sessão após o almoço.

Após o almoço, reiniciou a reunião com o tesoureiro diocesano apresentando um relatório das cotas em atraso na DSO. E seguiu-se a isso uma palavra do Bispo Jubal questionando sobre os motivos pelos quais as comunidades estão em atraso com suas cotas, e também quais as razões pelas quais não pagam ao menos as cotas atuais, deixando os atrasados para um segundo esforço. Ao que alguns clérigos apenas ressaltaram as dificuldades financeiras de todo o povo em nossas igrejas.

O Bispo Jubal então relatou que em 2008, apenas a Paróquia do Natal, em Dom Pedrito enviou a contribuição anual para o FADO, pelo que, após alguns instantes de discussão, decidiu-se que as paróquias deverão optar por: enviar retroativo o valor referente à coleta do dia do FADO ou fazer uma coleta especial para o FADO.

Neste momento, após breve explanação sobre a situação do FAPIEB na DSO, surgiram dúvidas sobre o pagamento correto das verbas referentes ao FAPIEB do Revdo Odilon Carvalho, deduzindo-se que o próprio Revdo Odilon haveria recebido os valores referentes ao FAPIEB, mas não repassou à Diocese,, neste momento foi afirmado pelo Revdo Odilon que não recebera nada além do seu salário devido, sendo a dívida do FAPIEB cabível às paróquias e não a ele mesmo, pelo que, o Bispo Jubal, nomeou o Dr. João Carlos, auditor diocesano, para auditar as contas das paróquias de São João Evangelista em Pinheiro Machado, do Natal em Dom Pedrito e da Crucifixão em Bagé, no período em que o revdo Odilon trabalhava em tais comunidades para fazer um acerto de contas e descobrir onde está o equívoco e dirimir a questão.

O Dr. João Carlos conclamou a todos para um esforço em conjunto de conscientização do povo, juntamente com o tesoureiro e clero diocesano para manter em dia as parcelas referentes ao FAPIEB da DSO que sempre se encontra com dois meses em atraso, conforme permite o próprio estatuto FAPIEB, uma vez que esta situação é muito constrangedora e sempre vem à tona em todas as reuniões do grupo dirigente do FAPIEB.

Dividiu-se o grupo por regiões para discutirem e apresentarem propostas de trabalho. Após o momento de grupos, com todos reunidos em plenário novamente, passou-se à apresentação dos Coordenadores Regionais sobre o trabalho e propostas em cada região:

Região Noroeste: Investimento na qualificação do trabalho, visando um maior número de freqüentadores; ênfase na transparência; encontros regionais para estimular o senso de que não estamos sós; busca de anglicanos residentes em cidades próximas às onde já existe trabalho anglicano; investimento na abertura de três novas comunidades; melhor aproveitamento das estruturas; déficit de R$ 500,00 (quinhentos reais) mensais.

Neste momento o Bispo Jubal chamou às paróquias e regiões para se colocarem à disposição de ajudar a região Noroeste com a quantia referente ao déficit mensal por ao menos três meses. O Revdo Flávio Oliveira disse que a Região Norte poderia ajudar nos primeiros três meses. Decidiu-se então que ficaria assim a programação de ajuda: Região Norte contribuirá nos meses de Abril, Maio e Junho de 2008; a Região Sul nos meses de Julho, Agosto e Setembro; e a Região Centro em outubro, novembro e dezembro.

Região Centro: Intensificar a pastoral, acolhida, visitação, estudo bíblico e formação; melhorar a comunicação e informação das dívidas atualizadas; não chegou a uma conclusão se a região poderá fazer algo em conjuto sobre o trabalho em Cacequi; o Deão Fábio se propôs a atender às comunidades em Itaara, liberando o Revdo Rodrigo para outras comunidades na região centro.

Região Norte: A Revda Lúcia Dal Pont, encarregada de Paulo Bento, deverá tentar por em dia a dívida das cotas em atraso, com o apoio da Região; Que sejam feitas reuniões de formação com o secretariado diocesano em toda a DSO; que quando uma paróquia se encontrar em apuros toda a região deverá se unir para sanar o problema em conjunto.

Região Sul: Devemos querer-nos mais uns aos outros; que as juntas e o clero levem em conta os cânones e normas diocesanos, gerando uma maior noção de todo; que o tesoureiro diocesano visite as regiões e faça uma formação no quesito finanças, além de apresentar um relatório financeiro das paróquias da região sul; que as paróquias apresentem um relatório financeiro para toda a região; que seja criado um orçamento regional; que o clero e o bispo dêem o seu dízimo diluído entre as paróquias da diocese.

Neste momento o Bispo Jubal relata as ausências dos Revdos José Luongo e João Fortes por motivos de saúde; dos Revdos Márcio Junglos, Keila Bichet e Volmir Raldi por motivos de trabalho; e Revda Noilves por encontrar-se hoje com status de ministério livre. O Bispo Jubal informou ainda que sempre foi praxe na DSO permitir-se ao clero trabalhar secularmente um turno, mas que a partir deste momento fará cumprir o Artigo 1º , alínea H, do Capítulo 4º dos Cânones Gerais que considera falta grave o a atividade secular, remunerada ou não, do clero sem expressa autorização do Bispo Diocesano, advertindo expressamente o Revdo Francisco Paulo que admite trabalhar dois turnos sem autorização episcopal, sendo que o mesmo Revdo Francisco justificou sua atitude por ter muitas despesas familiares e afirmou não poder se desvencilhar desta rotina agora,  solicitando que se desse prazo ao menos até o fim de 2008.

O Bispo Jubal avisou a todos que será feita uma carta pastoral em 2008, mesmo na ausência de concílio diocesano.

A seguir, o Bispo Jubal relatou ter criado um grupo de trabalho para coordenar as festividades de 15 anos de episcopado nesta DSO, sendo que tal grupo não deverá se ater a uma simples festa de aniversário, mas que deverá estimular a celebração do episcopado como dom de Deus. O Bispo relatou ainda que está pensando em solicitar À Câmara dos Bispos da IEAB autorização para eleição de um bispo sufragâneo para a DSO, franqueando a palavra ao clero presente para opinar sobre o assunto, deixou claro que não irá agir de maneira contrária ao que o clero diocesano opinar. Neste momento, os Revdos Francisco Paulo, Ana Maria, Fábio Vasconcelos e Rodimar Lopes afirmaram optar por um Bispo Coadjutor, ao invés de Sufragâneo, ficando os demais clérigos sem expressar claramente suas opiniões no momento.

 

 

 

No final da tarde encerramos a Enclero com as seguintes conclusões:

 

1.      Compromisso de todo o clero em conscientizar o povo sobre a contribuição regular;

2.      Trabalhar juntos!

3.      Promover oficinas em caráter diocesano sobre finanças, com a assessoria do secretariado diocesano;

4.      Cada Região se reunirá o mais breve possível para ver como angariar os recursos para auxílio à Região Noroeste

 

Encerra-se no com dinâmica devocional dirigida pela Revda Tatiana Ribeiro, com a participação de todos os clérigos presentes, nos lembrando do senso de unidade que deve permear nosso trabalho diocesano.